quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O pescador e o economista

Um economista de origem paulistana estava no cais de uma povoação das Caiaúba, litoral do nordeste, quando chegou um barco com um único pescador. Dentro do barco, havia vários peixes de bom tamanho. O economista elogiou o pescador pela qualidade do pescado e perguntou-lhe: “Quanto tempo gastou a pescá-los?” O pescador respondeu que levou pouco tempo. O economista perguntou-lhe logo: “Porque não gasta mais tempo e tira mais pescado?” O pescador disse que tinha o suficiente para satisfazer as necessidades imediatas da sua família. O economista retrucou: “Mas o que faz você com o resto do seu tempo?” O pescador disse: “Depois de pescar, descanso um pouco, brinco com os meus filhos, durmo a sesta com a minha mulher, vou ao povoado à noite, onde tomo vinho e toco violão com os meus amigos. Tenho uma vida prazenteira e ocupada”. O economista replicou: "Sou um especialista em gestão econômica e poderia ajudá-lo. Você deveria investir mais do seu tempo na pesca e adquirir um barco maior. Depois, com os ganhos, poderia comprar vários barcos e eventualmente até uma frota de barcos pesqueiros. Em vez de vender o pescado a um intermediário, poderia fazê-lo diretamentea um processador e eventualmente até abrir a sua própria processadora. Poderia assim controlar a produção, o processamento e a distribuição. Deveria sair deste pequeno povoado e ir para a capital, onde comandaria a sua empresa em expansão”. O pescador perguntou: “Mas, quanto tempo demoraria isso?” O economista respondeu: “Entre 15 e 20 anos". “E depois?“, perguntou o pescador. O economista riu-se e disse que essa era a melhor parte. “Quando chegar a hora, deveria anunciar uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) e vender as ações da sua empresa ao público. Ficará rico, terá milhões! "Milhões... E depois?“, tornou o pescador. Diz o economista: “Poderá então retirar-se. Vai para uma povoação da costa, onde pode dormir até tarde, pescar um pouco, brincar com os seus filhos, dormir a sesta com a sua mulher, ir todas as noites ao povoado tomar um vinho e tocar violão com os seus amigos. Responde o pescador: “Por acaso, isso não é o que já tenho? Além do mais, meus filhos seriam adultos e eu perderia a melhor parte da convivência entre pais e filhos". Reflexão: Quantas vidas se desperdiçam buscando alcançar uma felicidade que já se tem, mas que muitas vezes não enxergamos. A verdadeira felicidade consiste em apreciar o que temos, e não em sentirmo-nos mal por aquilo que não temos. A FELICIDADE É UM TRAJETO, NÃO UM DESTINO!

Nenhum comentário: